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Suspeitos de integrar milícia são presos Paudalho

Operação Punisher foi desencadeada na última sexta-feira (17).

Postado em 20/05/2019 às 10:13 |

Presos da Operação Punisher foram levados à Delegacia de Camaragibe nesta sexta (17) (Foto: Elvys Lopes/TV Globo)

Seis pessoas foram presas na última sexta-feira (17) durante uma operação da Polícia Civil para deter integrantes de uma organização criminosa que fazia segurança privada em Chã de Cruz, em Paudalho. O grupo, chamado de milícia pela corporação, é apontado como responsável pelo assassinato do empresário Mário Gouveia, Dono de parque aquático Águas Finas, que morreu após assalto a casa dele, em abril deste ano.

De acordo com o delegado Ivaldo Pereira, responsável pela Diretoria Integrada Metropolitana, o grupo era investigado desde setembro de 2018 e atuava fazendo segurança privada na localidade de Chã de Cruz.

“O grupo dos ‘guardas do apito’ era formado por indivíduos perigosos que vinham de localidades como Olinda e Detran [comunidade no Recife]. É um grupo que possui mais de 30 homicídios e matava por aluguel”, diz.

Ao todo, foram emitidos 12 mandados de prisão a serem cumpridos durante a Operação Punisher, mas seis pessoas já estavam presas. A Operação também cumpriu sete mandados de busca e apreensão domiciliar, expedidos pela juíza da Vara Criminal da comarca de Camaragibe. Ao todo, 60 pessoas participaram da operação.

As investigações também revelaram que o grupo estava ligado ao tráfico de drogas na área. “Eles atuavam na segurança, mas eram os responsáveis pelo tráfico na região”, aponta o delegado. O grupo, inclusive, fazia a segurança do Parque Aquático Águas Finas, empresário morto. 

“O empresário conhecia esse pessoal. Eles foram lá para roubar, mas o senhor Mário reagiu e aí veio a ordem para matar. Eles tinham conhecimento do armamento que ele tinha em casa, mas o objetivo do roubo era o apurado do clube durante o feriado. Agora temos conhecimento de cinco armas roubadas no momento do latrocínio”, afirma o delegado.

Com os membros da organização criminosa, foram apreendidas 30 armas, além de materiais para fabricação de munição e lunetas. Uma das armas do arsenal do empresário morto foi apreendida durante a operação. As investigações devem continuar.

“A segurança é pública. Não vamos permitir que qualquer tipo de segurança onere o cidadão e estamos investigando se há outras milícias querendo controlar o tráfico na área”, diz Ivaldo Pereira.


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