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JULGAMENTO

Viúva e filho de médico morto e achado esquartejado em poço vão a júri popular

Por decisão da 1ª vara Criminal de Camaragibe, Jussara e Danilo Paes serão julgados por assassinato e ocultação de cadáver, em sessão sem data marcada.

Postado em 12/02/2019 às 12:10 |

Poço em que cadáver de médico esquartejado foi encontrado, no Grande Recife, tem 25 metros de profundidade (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

A viúva e o filho do médico morto e achado esquartejado no poço de uma casa em um condomínio de luxo em Aldeia, em Camaragibe, vão a júri popular. Jussara Rodrigues da Silva Paes, de 54 anos, e Danilo Paes Rodrigues, de 23 anos, serão julgados, em sessão ainda sem data marcada, pelo assassinato e ocultação de cadáver de Denirson Paes da Silva, de 54 anos.

A decisão de levar os dois acusados a júri popular foi tomada pela juíza Marília Falcone Gomes Lócio, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Camaragibe. O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) repassou a informação nesta terça-feira (12).

Na pronúncia, a magistrada também determinou a manutenção da prisão preventiva de Jussara, que está na Colônia Penal do Recife, na Zona Oeste da cidade.

Danilo Paes, que chegou a ficar cinco meses na prisão, vai aguardar o júri popular em liberdade provisória, direito conquistado por meio de uma decisão judicial.

Segundo o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), os dois são acusados de cometer os crimes por motivo torpe e meio cruel, além de impossibilitar a defesa da vítima. A juíza, na sua decisão, deu cinco dias para a defesa e acusação apresentarem o rol de testemunhas.

O prazo é contado a partir da intimação das partes. Além disso, decidiu a magistrada, defesa e acusação têm a possibilidade de anexar documentos e solicitar diligências.

De acordo com a Justiça, a decisão de pronúncia da viúva e do filho da vítima foi feita a partir da denúncia apresentada pelo MPPE. A promotoria apontou que o crime foi praticado por causa de problemas de relacionamento do casal.

O MPPE aponta que Jussara não aceitava o fim do casamento com Denirson. Na época, a Polícia Civil informou que o crime teve relação com uma traição conjugal.

A corporação informou que a motivação do crime foi descoberta pela perícia, por meio de acesso aos celulares da vítima e da mulher.

Os réus, segundo o processo, mataram a vítima por esganadura. Depois do homicídio, eles teriam esquartejado e ocultado o corpo da vítima em um poço.

“A materialidade do crime de homicídio restou comprovada através do Laudo de perícia tanatoscópica, o qual indica que a morte da vítima se deu por esganadura”, escreve a juíza, na decisão.

A magistrada Marília Lócio aponta também que Jussara admitiu ter matado a vítima e ocultado o cadáver.

“Sua confissão encontra apoio em todas as demais provas constantes nos autos, não havendo nenhum elemento em sentido contrário”, escreveu a magistrada.



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